terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Confissões de um coração novo

(Texto que eu escrevi em 20/08/2007)


Hoje me lembrei da sensação de completude e segurança que a gente sente quando está apaixonada e está junto da pessoa, eh como se o tempo não importasse, como se as outras pessoas não importassem, como se o futuro não fosse tão importante porque não importa que profissão tenhamos, em que casa moremos, em que cidade moremos, seremos felizes pois afinal temos o mais importante, a pessoa adorada. Doce sensação não é?
Eh... algumas pessoas não sabem o que é ver essa estrutura tão perfeita e aparentemente segura ruir... sortudos... adoraram a pessoa certa de primeira... não tiveram que passar pela desilusão de ver seu mundo cair... mas são poucos os sortudos...
A maioria, e isso inclui a mim, vê seu porto seguro ir para longe, seja você que o deixe ou seja ele deixe você. Não importa, os dois são, quase que, de igual "
dolorosidade".
Aí fica-se a pensar: o que saiu errado?
Então começa o processo de recuperação, que, na minha
opinião, é um dos processos mais determinantes para a formação da personalidade da pessoa e das atitudes que ela tomará nos próximos relacionamentos. Quem nunca ficou mais insensível e/ou exigente depois de um relacionamento mal sucedido? Ou quem nunca esteve com alguém que era insensível e/ou exigente por causa de um relacionamento passado?
Durante algum tempo, chega-se a pensar que nunca se amará de novo, porém, um dia chega alguém, que muda tudo, que estoura a bolha de insensibilidade e exigência, que consegue com algum jeito driblar os soldados que tomaram conta do seu coração depois que ele foi dilacerado, então, você começa a gritar: 
-
Eiii! O que você está fazendo aí? 
- Não!!! 
- Não! 
- Não... 
...droga... 
mas aí já eh tarde demais, o alguém já entrou e está lá, invadindo seus pensamentos sem pedir licença, confundindo suas certezas, fazendo voltar aquele frio na barriga quando os olhares se cruzam, fazendo você desejar a presença constante...mesmo que as vezes o alguém nem saiba, ou saiba sim e não ligue a mínima pra isso, afinal neste momento, o mais difícil de se encontrar são certezas.
Depois de um tempo essa incerteza começa a incomodar, a insegurança bate, o medo, o terror de sofrer de novo.... mas, de repente,
você percebe a beleza da situação.... você voltou a sentir.... pode ser que demore para que as sensações de mundo perfeito voltem, pode ser que demore para encontrar um alguém que seja realmente O alguém e na verdade isso não é o importante agora...
Com o tempo
você percebe que o coração não foi feito pra ficar isolado, e que o medo de sofrer também traz sofrimento. É triste ter o coração preso para ser protegido e por isso vazio... é triste não ter em quem pensar, não ter com quem sonhar...
Talvez, então, seja cega (facultativa) a pessoa que não se deslumbra com a capacidade de regenerar-se do "coração" humano, quase que como uma estrela do mar que ao ser partida ao meio não morre mas se multiplica formando dois seres distintos e perfeitos. O coração não se transforma em dois mas regenera o amor, transforma o amor nutrido pelo amor passado em carinho, em amor-amizade, em amor-gratidão e também faz brotar uma nova chama que pode virar ou não amor, mas que com certeza aquece e colore os dias novamente.

Ensaio

Do Blog. 
Sempre quis um. Quer dizer, desde que ouço falar de vários blog interessantes. Antes disso, sempre tinha  pensado que blog fosse coisa de adolescentes que não têm o que fazer. Não que eu tenha a pretensão de fazer um blog interessante, até porque gramática e criatividade nunca foram os meus "fortes", mas como sempre tenho algo pra dizer sobre qualquer coisa acho que um desses cai bem.
Conversei sobre isso com a Tutu hoje, interessante mas não raro, ela havia pensado a mesma coisa então decidimos fazer um blog juntas. Enquanto ele não sai porém fico com esse que achei vinculado ao meu email.
Agora veremos se tenho realmente o que escrever. Porque Tutu escreve bem (na forma e no conteúdo) e passar vergonha é tudo o que eu não quero, já dizia o ditado/provérbio/cliché: "É melhor ficar calado e parecer tolo do que abrir a boca e não deixar dúvida".
Se eu falar mais sobre mim do sobre qualquer outra coisa, não é (só) por egocentrismo mas porque só existe uma coisa que (acho que) conheço bem: eu.

Mudei de idéia. Não acho que conseguirei me destituir de mim para fazer um blog mais isento sem me expressar em algum lugar. Esse será meu, então, cumprirá essa função, aguentará meu egocentrismo.